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Entrevistamos Alex Piffer

Cinofilia-BR – A p a i x o n a d o s p o r C ã e s

Entrevistando Alex Piffer

 

 

Onde | São Paulo – SP

 

Por quê |  Entrevistando o Alex Piffer – editor chefe da Revista Best in Show e titular do afixo Canil Piffer.

Alex Piffer (que já foi bancário), é um publicitário e empreendedor altamente motivado, que não teme os riscos para atingir seus objetivos. Proprietário da Revista Best in Show e do Canil com afixos Piffer Pugs e Piffer Pit Bull, afirma que positividade, organização, criatividade, inovação e foco, fazem dele um obstinado na busca da excelência em todos os projetos de que participa. Acompanhar seu ritmo de empresário não é fácil: os aeroportos do Brasil e do mundo também são sua casa, tanto que confessa sentir falta, em diversas oportunidades, de uma vida mais tranquila. Porém, assim que um novo desafio é traçado, a ele se entrega de corpo e alma. Em um raro intervalo de sua correria diária, Alex conversou com o Cinofilia-BR. Conheça agora, um pouco da vida desse jovem  e brilhante empreendedor.

Cinofilia-BR – Como você começou no ramo Editorial?

Alex Piffer – O desejo de lançar uma revista cinófila surgiu logo que iniciei no meio. Mas eu buscava algo inovador, diferente das publicações da época. Para se ter uma ideia, no projeto piloto utilizava papel reciclável e a publicação tinha um formato diferenciado. Com o passar do tempo, alguns estudos realizados e o consequente amadurecimento do projeto, optamos por não radicalizar tanto na parte gráfica e focar os esforços em outra área: no destaque pela forma de trabalhar, no contato com anunciantes e leitores. Por isso hoje, estamos presentes na mídia impressa, na internet e nos dispositivos móveis. Porém, só pude me dedicar integralmente ao projeto quando deixei meu emprego no setor bancário para utilizar todas as minhas forças no lançamento da Revista Best in Show.

Cinofilia-BR – Compartilhe conosco um pouco de sua experiência lá no início de sua vida como editor. Foi difícil, por exemplo, conquistar a confiança dos futuros clientes pelo fato de ser uma publicação nova?

Alex Piffer – Apesar de todo começo ser árduo, quando lançamos a Revista Best in Show havíamos nos preparado para as dificuldades, havíamos estudado o mercado e sabíamos em que terreno estávamos pisando. Sabíamos também que não seríamos perfeitos, já que é humanamente impossível agradar a todos. Procuramos fazer o nosso melhor, buscando um crescimento constante e acredito que estamos no caminho certo.

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Cinofilia-BR – Na qualidade de editor, qual a importância de ter de estar sempre presente nos grandes, e também nos pequenos, eventos promovidos pelos clubes do Brasil a fora? Até que ponto isso beneficiou no sucesso da Revista Best in Show?

Alex Piffer – Só o nome já diz: qualquer grande evento precisa de grandes empresas parceiras. Com a Best in Show não é diferente. No Brasil, são poucos os grandes eventos e estes ocorrem em épocas diferentes do ano, o que acaba facilitando a organização da agenda. Já os pequenos eventos são muitos, o que requer foco para não agir de maneira errada colocando os processos em risco.

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Cinofilia-BR – E nos eventos internacionais, como traçar novas metas e caminhos de sucesso para o futuro? Até onde a revista Best in Show poderá chegar? Já pensou em abrir um escritório em algum país da Europa ou da América do Norte?

Alex Piffer – Em relação à minha presença em eventos internacionais, no que se refere ao contato com os criadores, confesso que é algo que preciso desenvolver. Sinto falta desse contato, pois pela vida que levo, administrando empresas distintas, muitas vezes as viagens internacionais se tornam inviáveis. Quanto à distribuição dos exemplares nos shows em que não posso estar presente, tenho a sorte e o privilégio de poder contar com parceiros e amigos que, quando presentes nessas exposições apresentando seus cães, realizam a distribuição em nome da Best in Show. Meu objetivo é crescer sempre para poder contribuir com o crescimento da cinofilia em todo o mundo. Como diria Miguel de Cervantes: “O céu é o limite”. Já pensei muitas vezes na possibilidade de abrir um escritório nos EUA, por ser um país que valoriza o tipo de trabalho que realizo com a revista. Porém, como já citei, por ter que administrar paralelamente outros negócios, não poderei realizar tal sonho. Pelo menos por enquanto!

Cinofilia-BR – Recentemente vi que a Revista Best in Show entrou como parceira em uma atividade esportiva. Conte um pouco dessa experiência e quais seus planos para o futuro,  nessa área de apoio a outros segmentos profissionais?

Alex Piffer – O desejo de promover a sua marca, deve ser constante na vida de qualquer empresário. Infelizmente, ainda não posso estar presente em parcerias com a frequência que gostaria. A experiência de apoiar o Cláudio Cruz, um excelente handler e campeão de jiu-jitsu, foi muito positiva e, futuramente, espero ter condições de participar de outros eventos desse tipo.

Cinofilia-BR – Há algum tempo, a Revista criou uma premiação própria. Quais os motivos para não continuar?

Alex Piffer – No primeiro ano de vida da revista, elaboramos um plano de marketing bastante agressivo, o que resultou em resultados positivos, inclusive no reconhecimento e fortalecimento da marca Best in Show como um produto confiável e um veículo importante para a divulgação de produtos e serviços para o meio cinófilo. O Ranking Best in Show/Cyno foi criado como uma das estratégias de lançamento da publicação. A intensão de premiar juízes, handlers, fotógrafos e criadores por voto popular tinha como objetivo incentivar o excelente trabalho realizado por esses profissionais e divulgar a marca. Porém, como a divulgação dos resultados, como em qualquer outra competição, não agradou a todos e, sabendo que vivemos em uma área de muitas vaidades, com a repercussão negativa por parte de algumas pessoas, para o bem da Revista, preferimos não dar continuidade ao ranking. Foi uma decisão difícil, mas acertada. Hoje, investimos muito na qualidade do conteúdo editorial, com assuntos e colunistas que abordam temas de grande interesse a todos os cinófilos.

Cinofilia-BR: Como se deu seu envolvimento com a criação de cães? Com que raça iniciou?

Alex Piffer – Meu envolvimento com a criação de cães teve início na infância. Sempre tivemos cães em casa e tive grande contato com a raça Dobermann, mas a raça que ganhou minha maior admiração foi a Pit Bull, por ser uma raça atlética, forte e alegre. Depois vieram os Pugs,  por uma questão de demanda por cães de pequeno porte. Por ser uma criação muito artesanal e por ser uma raça exótica, acabei me interessando.

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Cinofilia-Br – (Pergunta do Internauta) Qual a sua opinião sobre a criação da raça Pug no Brasil?

Alex Piffer – Apesar de pouco tempo de criação de Pugs, são apenas seis anos, já obtivemos muitos resultados importantes, inclusive com a conquista do ranking de melhor Pug do Brasil em 2011, com cão de nossa criação Bahuan of Piffer. Sobre a raça, existem poucos, porém muitos bons criadores, dentre esses, muitos estão investindo na importação de exemplares. Acredito que nos próximos anos teremos cães de criação nacional apresentando qualidades tão boas ou melhores que os de outros países, como dos EUA, por exemplo. Hoje, vejo criadores mais maduros, deixando o ego um pouco de lado e se unindo em prol do desenvolvimento da raça.

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Cinofilia-Br – Quais são seus planos para ajudar a Raça Pit Bull no Brasil?

Alex Piffer – Apesar de ser uma raça que ainda sofre muito preconceito, realizo um trabalho sério, quanto ao estudo de acasalamentos, em uma busca constante pela melhora genética dos cães. Fico muito feliz ao receber no canil famílias com crianças, casais de idosos, entre outros públicos, que desmitificam a imagem de que o Pit Bull é um cão para homens jovens, muitas vezes marombados.

Cinofilia-Br – (Pergunta do Internauta) Como criador, qual a sua melhor conquista?

Alex Piffer – Foram muitas as conquistas, mas, sem dúvida, a que mais me marcou foi a conquista do Pug número um do Brasil em 2011, com um cão de minha criação, da primeira geração Piffer Pugs.

Cinofilia-BR – (Pergunta do Internauta) Cite três Pugs, cujas características façam deles fundamentais na consolidação da raça no Brasil?

Alex Piffer – Três Pugs seria um número insuficiente para falar. Todavia, citarei dois de criação nacional e um de criação americana, dos quais sou fã: Anjos Paco, Boomer (Double D. Cointreau Ending Dream) e Oscar (Xoe’s Oscar De La Hoya).

Cinofilia-BR – Em algumas de nossas conversas, o amigo cita o conhecimento adquirido no ramo bancário. Em que este conhecimento ajudou no sucesso do criador e editor Alex Piffer?

Alex Piffer – Foram quase dez anos de rotina bancária! Sem dúvida, profissionalmente falando, considero esse período como a grande alavanca para o meu sucesso profissional. Muitas experiências, ideias e estratégias vieram dessa época, tanto para o lado do criador como do editor. Acredito muito na disciplina que se adquire quando se tem a oportunidade de constituir o quadro de funcionários de grandes organizações. Sem dúvida a prática diária é uma excelente professora, além do conhecimento acadêmico.

Cinofilia-BR – Tenho acompanhado tentativas de organização da categoria, por assim dizer, de “Fotógrafos de Cinofilia”, no sentido da constituição de uma ordem, de uma organização no setor. Na qualidade de empresário de sucesso, tanto no ramo editorial, quanto no de criador, o amigo tem posição sobre o assunto? Inclusive por já ter elaborado um questionário no qual era solicitada a emissão de opinião a respeito?

Alex Piffer – Sou totalmente a favor de tudo que seja feito visando o progresso do setor.

Cinofilia-BR – (Pergunta do Internauta) Como divide seu tempo como criador e empresário?

Alex Piffer – O tempo é complicado na vida de qualquer ser humano. Na minha vida, não gosto de pensar muito nele, até porque ele não me ajuda! (rsrs). Hoje, tenho uma estrutura de canil muito bem montada, com bons funcionários e com um sistema de monitoramento full time com acesso de qualquer lugar do mundo. Já que não consigo estar todos os dias no canil, assim consigo estar em dois lugares ao mesmo tempo, podendo dar um pouco mais de foco na Revista. Sei que não é o ideal, mas infelizmente é a única maneira de administrar bem os dois negócios.

Cinofilia-BR – Por que ser um desbravador? Tenho visto você em quase todos os eventos nacionais e mundiais. Até que ponto isso te traz benefícios?

Alex Piffer – Sou, além de desbravador, um empreendedor nato. Na minha adolescência já comercializava produtos pela internet utilizando sites de venda. Sempre almejei meus próprios negócios e vivo até hoje da ânsia de querer fazer sempre o melhor. É minha motivação! Iniciativa, visão, coragem, firmeza e poder de decisão são características fortíssimas em minha personalidade. Amo o que faço, apesar de reconhecer que poucos valorizam esse trabalho, tanto na criação de cães como na edição da Best in Show. Na minha visão, os benefícios virão com o tempo. Acredito muito na citação que diz que colhemos o que plantamos, logo, procuro plantar, apenas, coisas boas hoje, para futuramente colher os bons frutos desse trabalho – muitas vezes árduo – para que seja possível gozar de uma vida mais tranquila, com qualidade e segurança.

Cinofilia-BR – (Pergunta do Internauta) O que espera da Cinofilia Brasileira? Enxerga alguma melhoria?

Alex Piffer – Sempre fui uma pessoa muito otimista em relação à cinofilia nacional, porém, com o passar do tempo e, principalmente nos dias de hoje, temos de ser mais realistas. Fazendo parte de um veículo de comunicação cinófilo, costumo escutar muito, de criadores, juízes e handlers, sobre problemas relacionados ao meio. Todavia, poucos fazem algo para tentar mudar a situação. A grande maioria acaba se preocupando apenas com o seu próprio umbigo! Acredito que enquanto não houver uma mudança cultural, a cinofilia também não mudará. Existe muito amadorismo, falta de ética, fofoca, gente querendo tirar vantagem sobre tudo e sobre todos, maus pagadores, entre outros diversos problemas. As pessoas esperam a atitude dos outros, mas não são pró-ativos para fazerem algo para o desenvolvimento do meio, mesmo que, em alguns casos, seja ela a única fonte de renda que eventualmente possuam.

Cinofilia-BR – (Pergunta do Internauta ) Como via a cinofilia antes e depois de fazer parte dela?

Alex Piffer – Essa é uma pergunta muito interessante. Vou tentar ser o mais claro possível sem expor ninguém. Antes eu a via como uma competição normal, onde cães eram apresentados por profissionais altamente qualificados e julgados por árbitros experientes, onde, invariavelmente, o cão mais bonito e correto vencia. Com o passar do tempo, descobri que tudo isso não era real, pois a cinofilia funciona praticamente da mesma forma que a Capital Federal, o Governo do País: interesses determinados, mau-caráter e amadorismo são descarados, fazendo parte de quase todos os shows. Apesar disso, é evidente que também existem boas pessoas e bons profissionais, como acontece em todos os ramos de trabalho.

Cinofilia-BR – O que o amigo gosta na cinofilia e o que o amigo não gosta na cinofilia?

Alex Piffer – De modo geral gosto da troca de experiências com relação à criação, bem como das poucas, porém boas amizades, que tenho no meio cinófilo. O lado negativo é a privação da vida social e familiar, haja visto que, por estar sempre em viagens, acabo me privando de momentos especiais com a família e amigos. Também não gosto da falsidade e das fofocas por parte de muitos cinófilos.

Cinofilia-BR – Quais são os seus próximos projetos?

Alex Piffer – Projetos… são tantos que se torna difícil citá-los. Na realidade, prefiro não citá-los, pois ainda não há nada concreto e dessa forma não são criadas expectativas. Mas, certamente, entre os meus projetos, o principal é ser uma pessoa feliz!